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  • Equipe Odontopediatra Dra. Eliane Garcia

Dez passos para uma introdução alimentar saudável


Confira o passo-a-passo para uma introdução saudável e tranquila.

1 – Até os 6 meses oferecer somente o leite materno

Não oferecer água, chás ou qualquer outro alimento. O leite materno possui tudo o que o bebê precisa até completar 6 meses, inclusive água. Caso esteja tendo dificuldades em amamentar, procure uma ajuda especializada, em bancos de leite ou através de profissionais da saúde com experiência na área, antes de oferecer alternativas como mamadeiras.

2 – A partir dos 6 meses, introduzir outros alimentos, mantendo a amamentação até os 2 anos de idade

Nesta fase, a criança já apresenta maturidade fisiológica e neurológica para receber alimentos semi-sólidos, porém de forma lenta e gradual. A partir deste momento deve ser oferecida a água nos intervalos da alimentação.

3 – Introdução de alimentos complementares

Oferecer cereais, tubérculos, carnes, legumes e frutas, preparados com consistência pastosa, amassando os alimentos (nunca líquida e homogênea) de 3 a 5x vezes ao dia. Esta alimentação irá contribuir para o fornecimento de energia, proteínas e micronutrientes e preparar a criança para a formação de hábitos alimentares futuros.

4 – Respeitar a vontade da criança, sem impor rigidez de horários

Não se deve oferecer alimentos a toda hora ou quando a criança não tem fome. Apesar da constante preocupação dos pais, o hábito de forçar a alimentação pode representar um fator de risco em um momento futuro, contribuindo para a ingestão excessiva e sobrepeso.

5 – Oferecer os alimentos na consistência correta

Desde o início, o alimento deve ser oferecido com consistência espessa e com a utilização de colher. Começa-se com uma alimentação pastosa que gradativamente evolui até chegar à alimentação da família. Nunca utilizar peneiras ou liquidificador.

6 – Variar amplamente os alimentos

Todos os dias devem ser oferecidos alimentos de todos os grupos, de forma que a criança receba todos os nutrientes necessários para um bom desenvolvimento. Uma forma de saber se a alimentação está bem variada é observar as cores dos alimentos, quanto mais colorida for a refeição, mais variada ela será.

7 – Estimular o consumo de frutas, verduras e legumes

Não desista se a criança não aceitou estes alimentos nas primeiras investidas. Continuar oferecendo até que a criança aceite. Não faça substituições precoces, pois a criança pode ficar condicionada à oferta de alimentos substitutivos para a alimentação recusada.

8 – Evitar qualquer alimento que seja industrializado

Alimentos industrializados possuem uma série de produtos químicos e alta concentração de sódio e açúcar. Por mais saudáveis que eles se apresentem, evite a todo custo.

Não ofereça mel até 1 ano de idade, pelo risco de contaminação com o Clostridium Botulinum.

Da mesma forma, não ofereça alimentos que reduzem a absorção de ferro, como café e determinados chás, principalmente próximo ao horário das refeições.

9 – Zelar pelo preparo e manuseio dos alimentos

Contaminação da água e alimentos durante sua manipulação e

preparo, inadequada higiene pessoal e dos utensílios, alimentos mal cozidos e conservação

dos alimentos em temperatura inadequada representam os maiores problemas e riscos à saúde da criança. Cuide para esteja preparando o alimento da melhor maneira possível e em ambiente adequado.

10 – Estimule a alimentação na criança doente

Crianças ficam doentes com certa frequência, já que seu sistema imunológico está em formação. Neste situação, ela tende a recusar os alimentos. É preciso estimular a criança a comer, apesar da situação. A alimentação adequada em momentos de doença é capaz de limitar os efeitos negativos e fornecer agentes imunológicos à criança. Prepare a alimentação com uma consistência apropriada para a ocasião, oferecendo alimentos pastosos e com alta densidade energética.

FICA A DICA

Uma boa introdução alimentar irá contribuir, entre outros inúmeros aspectos, para uma boa saúde bucal, com um menor incidência de cáries, dentre outros problemas. Para garantir a saúde bucal das crianças é fundamental o acompanhamento periódico ao odontopediatra.

Fonte: http://www.abodontopediatria.org.br/ic1.pdf

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