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  • Equipe Odontolopediatra Dra. Eliane Garcia |

Transtornos alimentares na infância: o que os pais devem saber.


Muitas vezes, no consultório, durante uma consulta, o odontopediatra, assim como outros profissionais da saúde infantil, consegue perceber que a criança pode estar sofrendo algum transtorno alimentar, seja por aspectos físicos (criança muito abaixo ou muito acima do peso) ou por aspectos psicológicos.

Os Transtornos Alimentares (TA) caracterizam-se por perturbações no comportamento alimentar.

Os TA têm origem em diferentes fatores, interagindo para o desenvolvimento da doença. É possível observar a presença de sintomas como: restrição alimentar (hábito de fazer dietas restritivas ou jejum), compulsão alimentar e uso de laxantes, diuréticos e vômitos autoinduzidos. Há também os que são caracterizados por ingestão persistente de substâncias não nutritivas, como terra, barro, cabelo e etc e por episódios de regurgitação repetidos.

Os transtornos alimentares geralmente têm fundo emocional.

Além de atingirem a alimentação, a criança costuma apresentar episódios de alteração de humor, perda de peso, ausência de preocupação patológica sobre o peso e os possíveis problemas psicológicos.

Um dos transtornos mais comuns é o da seletividade, onde a criança se recusa a ingerir determinados alimentos, mesmo sem nenhum motivo aparente.

Muitas vezes a criança apresenta, ainda, apresenta alguma fobia em relação a engolir, engasgar, vomitar ou engordar, e isso faz com que ela evite o alimento.

Há ainda a compulsão alimentar, onde, mesmo sem fome, a criança pede o alimento, pelo sentimento do medo da perca, ela sente a necessidade de ter algum controle.

Independente do transtorno alimentar que a criança apresente, os pais precisam ficar atentos aos menores indícios. Alguns dias de recusa alimentar ou seletividade são normais e fazem parte de algumas fases do desenvolvimento da criança, mas não costumam se alongar e nem causar algum dano.

LEIA TAMBÉM: Relação dos dentes com a alimentação infantil

O importante é tentar entender o que motivou a criança a desenvolver o transtorno alimentar e o que pode ser feito para sanar o problema. A participação dos pais neste processo é indispensável.

Sempre que possível, os pais devem conversar com os profissionais da saúde que fazem parte dos cuidados da criança, como o odontopediatra, o pediatra, fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais. Enfim, de alguma maneira, todos eles poderão auxiliar e ajudar os pais a identificarem ou descartar possíveis sintomas.

FICA A DICA

- Ofereça apenas alimentos saudáveis a seu filho, abrindo algumas exceções em ocasiões especiais; - Ofereça variedade de alimentos e seja o exemplo; - Não force a criança a se alimentar; - Não demonstre preocupação com padrões estéticos perto da criança; - Observe a criança enquanto se alimenta; - Crianças pequenas não devem se alimentar sozinhas; - Faça acompanhamento periódico da saúde da criança. - Ao menor sinal, procure orientação profissional.

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