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Dentes tortos não aparecem do nada: eles são consequência do crescimento que não aconteceu

  • Foto do escritor: Equipe Dra. Eliane Garcia
    Equipe Dra. Eliane Garcia
  • há 13 minutos
  • 2 min de leitura

Muitos pais só procuram o dentista quando os dentes permanentes já começaram a nascer tortos.



Mas, na maioria das vezes, o problema não começou nos dentes.

Ele começou muito antes, no crescimento insuficiente dos ossos da face, especialmente da maxila e da mandíbula.


Os dentes têm tamanho definido.


O osso é que precisa crescer para acomodá-los.

Quando esse crescimento não acontece de forma adequada na infância, o espaço não se forma — e os dentes nascem tortos, sobrepostos ou sem lugar.


Por que os dentes nascem tortos?


É comum acreditar que dentes tortos são apenas herança genética.


A genética influencia, sim, mas na maioria das crianças o principal fator é a falta de espaço, causada por um crescimento craniofacial deficiente.

Quando os ossos da face não se desenvolvem como deveriam, os dentes simplesmente não encontram espaço para nascer alinhados.


O que causa a falta de espaço?


O crescimento dos ossos da face depende diretamente das funções orais.


Quando essas funções não acontecem corretamente, o desenvolvimento fica comprometido.

Alguns fatores muito comuns na infância são:


  • Respiração pela boca ou dificuldade respiratória crônica

  • Uso prolongado de chupeta, mamadeira ou sucção de dedo

  • Mastigação pouco estimulada (alimentos muito macios por muito tempo)

  • Alterações na posição e função da língua

  • Sono de má qualidade

  • Postura inadequada da cabeça e do corpo

Esses fatores reduzem os estímulos naturais de crescimento, principalmente da maxila, fazendo com que o arco dentário fique estreito e curto.


O que acontece quando falta espaço?


Quando não há espaço suficiente:


  • Os dentes nascem tortos ou sobrepostos

  • Alguns dentes ficam “presos” dentro do osso

  • Ocorrem mordidas cruzadas, abertas ou profundas

  • O sorriso fica estreito

  • O tratamento ortodôntico tende a ser mais complexo no futuro

Ou seja, o problema não começa no dente, começa no crescimento ósseo.


Por que ir cedo ao dentista faz tanta diferença?


Porque a infância é a fase em que o crescimento pode ser estimulado e direcionado.

O dentista que acompanha a criança desde cedo não olha apenas para cáries.


Ele observa:

  • Respiração

  • Mastigação

  • Posição da língua

  • Hábitos orais

  • Postura

  • Qualidade do sono

  • Desenvolvimento dos ossos da face


Esses fatores são os verdadeiros responsáveis por criar — ou não — espaço para os dentes.


Estimular crescimento é prevenir dentes tortos


Quando as funções orais estão equilibradas, os ossos da face crescem melhor.


Quando o crescimento acontece corretamente, o espaço aparece naturalmente.


Isso significa:

  • Menor chance de dentes tortos

  • Menor necessidade de aparelhos complexos no futuro

  • Tratamentos mais simples e mais naturais

  • Desenvolvimento facial mais harmônico


Esperar o problema aparecer é perder tempo precioso


O osso cresce na infância.

Depois que o crescimento termina, só conseguimos corrigir, não estimular.

Por isso, esperar os dentes entortarem para agir é perder a melhor oportunidade de prevenção.


Ir cedo ao dentista não é exagero. É cuidado.


Avaliar cedo é:


  • Orientar funções

  • Corrigir hábitos

  • Estimular crescimento

  • Criar espaço para os dentes

  • Cuidar do sorriso antes que o problema apareça


Em resumo


  • Dentes tortos não são apenas genética

  • Na maioria dos casos, falta espaço

  • A falta de espaço vem do crescimento deficiente dos ossos

  • Funções orais alteradas interferem no desenvolvimento

  • Avaliar cedo permite prevenir, e não apenas corrigir


 
 
 

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