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  • Equipe Odontopediatria Dra. Eliane Garcia |

PLAGIOCEFALIA – A ASSIMETRIA DA CABEÇA DO BEBÊ


A Plagiocefalia Posicional é uma má formação que ocorre durante o crescimento do crânio do bebê.

Apesar da deformidade poder ocorrer antes mesmo do nascimento, por uma má posição intrauterina, na maioria das vezes é causada pelo apoio excessivo da cabeça em uma mesma posição.

Apesar da demonstração de preocupação de todos os pais que lidam com esta situação, o problema é facilmente tratado, sendo que uma pequena prevalência, e em torno de 3%, necessita intervenção cirúrgica.

Qualquer criança, até os dois anos, se posicionadas de forma errada, podem desenvolver a condição.

CAUSAS

Como dissemos anteriormente, as causas para estas alterações estão associadas diretamente a um mesmo apoio constante, mesmo sobre superfícies macias. Ou seja, a região que fica mais apoiada tem seu desenvolvimento comprometido, sendo que o restante do crânio permanece crescendo, causando a assimetria.

Outra questão envolvida na má formação é o torcicolo congênito, ou seja, aquele que a criança já apresenta desde o nascimento. Esta condição se caracteriza pelo posicionamento errado do pescoço, que nasce virado, limitando os movimentos do bebê.

Há ainda, embora de forma menos comum, a possibilidade da assimetria se desenvolver ainda intrauterinamente, pela posição fetal, principalmente em caso de gestação gemelar. Complicações na gestação e no parto também podem estar associadas ao problema.

RELAÇÃO COM A DENTIÇÃO

Além do prejuízo estético, como o desalinhamento das orelhas, olhos e formato da cabeça, a condição também pode provocar significativos desajustes na arcada dentária.

DIAGNÓSTICO

Um simples exame clínico denuncia a condição. Em caso de dúvidas, exames complementares de imagem poderão ser solicitados.

TRATAMENTO

Primeiramente, é contido o crescimento da parte proeminente para que a região achatada seja estimulada a crescer. Este tratamento poderá ser feito com a utilização do capacete.

A previsão de uso do aparelho varia de 3 a 5 meses de uso ininterrupto, principalmente durante o sono do bebê. Na maioria das vezes, o uso do capacete consegue resolver o problema de forma 100% eficaz.

O problema deve ser tratado o quanto antes e até os 24 meses do bebê, pois depois disso o quadro se torna, quase sempre, irreversível.

PREVENÇÃO

Atentar-se ao posicionamento da criança, evitando que o bebê permaneça imóvel em apenas um lado da cabeça, impedindo que haja pressão duradoura por qualquer região da cabeça.

As consultas de rotina, tanto com o Pediatra, quanto com o Odontopediatra e demais profissionais, são de extrema importância para garantir a saúde e o bom desenvolvimento do bebê.


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