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Amamentação | Produção de leite: não é apenas quantidade, é estímulo e retirada eficiente

  • Foto do escritor: Equipe Dra. Eliane Garcia
    Equipe Dra. Eliane Garcia
  • 13 de ago.
  • 2 min de leitura

Uma das maiores preocupações das mães que estão amamentando é a sensação de que produzem pouco leite. No entanto, na maioria das vezes, a produção de leite materno não depende apenas da capacidade da mama em produzir leite, mas principalmente do quanto ela é estimulada e do quão eficiente é a retirada desse leite pelo bebê.


O organismo materno funciona por um mecanismo conhecido como oferta e demanda. Quanto mais eficiente for a sucção e o esvaziamento das mamas, maior será o estímulo para que o corpo continue produzindo leite. Por outro lado, quando a retirada é insuficiente, a produção tende a diminuir progressivamente.


É por isso que nem toda dificuldade durante a amamentação está relacionada à "falta de leite". Muitas vezes, o bebê apresenta uma sucção pouco eficiente por dificuldades na pega, alterações na movimentação da língua, limitações funcionais, fadiga durante as mamadas ou dificuldade de coordenar sucção, deglutição e respiração. Nesses casos, mesmo havendo leite disponível, ele não é removido adequadamente, reduzindo o estímulo para a manutenção da produção.


Além de garantir uma boa nutrição, uma sucção eficiente também é essencial para o desenvolvimento da boca e da face do bebê. Durante a amamentação, língua, lábios, mandíbula e músculos faciais trabalham de forma coordenada, favorecendo o crescimento adequado dos ossos da face, o desenvolvimento das vias aéreas e a aquisição das funções orais, como mastigação, deglutição, respiração e fala.


Por isso, quando o bebê apresenta sinais como mamadas muito longas, estalos frequentes, escape de leite pelos cantos da boca, engasgos repetidos, dificuldade para manter a pega ou ganho de peso insuficiente, é importante investigar a causa antes de concluir que existe baixa produção de leite.


Na Odontopediatria, a avaliação da função oral do bebê faz parte desse cuidado. O odontopediatra pode identificar alterações que interferem na sucção, orientar a família e, quando necessário, atuar em conjunto com pediatra, consultora em amamentação, fonoaudiólogo e outros profissionais para promover uma amamentação mais eficiente e confortável.


Neste Agosto Dourado, reforçamos uma mensagem importante: a produção de leite não depende apenas da quantidade produzida, mas da qualidade do estímulo e da eficiência com que o bebê consegue retirar esse leite. Identificar oportunamente possíveis dificuldades ajuda a preservar a amamentação e favorece um desenvolvimento saudável desde os primeiros dias de vida.



 
 
 

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