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Bebê em desenvolvimento: o que estimula e o que pode atrapalhar?

  • Foto do escritor: Equipe Dra. Eliane Garcia
    Equipe Dra. Eliane Garcia
  • há 17 horas
  • 2 min de leitura

Muitos itens do enxoval parecem indispensáveis, mas nem todos são realmente necessários para o bebê. Alguns acessórios podem ajudar no desenvolvimento, enquanto outros podem atrapalhar ou até aumentar o risco de acidentes.



Nos primeiros anos de vida, o bebê aprende pelo movimento, pelo contato, pela exploração do ambiente e pela interação com os pais. Por isso, é importante escolher produtos que respeitem o tempo natural de cada fase.


Andador: melhor evitar


Apesar de muitas pessoas acreditarem que o andador ajuda o bebê a andar mais rápido, isso não é verdade.

O andador pode aumentar o risco de quedas e acidentes, além de interferir no desenvolvimento motor natural. Ele coloca o bebê em uma posição para a qual, muitas vezes, ele ainda não está preparado.


Empurrador: uma opção mais segura


O empurrador pode ser uma alternativa melhor, desde que usado no momento certo e com supervisão.

Ele permite que a criança explore o ambiente, treine o equilíbrio e ganhe confiança, sem forçar o andar antes da hora.


Pula-pula: cuidado com o impacto


O pula-pula deve ser evitado, principalmente quando o bebê ainda não tem força e controle suficientes.


Esse tipo de acessório pode sobrecarregar joelhos, quadris e pés, além de estimular movimentos repetitivos que não fazem parte do desenvolvimento natural do bebê.


Cadeirinha de bicicleta: atenção à idade e à segurança


No primeiro ano de vida, a cadeirinha acoplada à bicicleta não é recomendada.

O bebê ainda está em fase de desenvolvimento intenso, e a trepidação, os movimentos bruscos e a falta de controle corporal podem trazer riscos.


Depois dessa fase, o uso deve ser feito com muito cuidado, sempre com capacete, em trajetos seguros e com equipamentos adequados.


Telas: quanto menos, melhor nos primeiros anos


Celular, tablet e televisão não substituem o brincar, o movimento e a interação com pessoas.

O excesso de telas pode deixar a criança mais passiva, reduzir a exploração do ambiente, prejudicar a postura e diminuir estímulos importantes para o desenvolvimento da linguagem, da atenção e da coordenação.


Nos primeiros anos, o ideal é oferecer experiências reais: colo, conversa, música, chão, brinquedos simples, movimento e contato com a família.


Tapete de atividades: um grande aliado


O tapete de atividades é uma ótima opção para o bebê.


Ele estimula o bebê a ficar de barriga para baixo, fortalecer o pescoço, o tronco e a postura. Também favorece movimentos importantes, como rolar, apoiar os braços, arrastar, engatinhar e, futuramente, andar.


Cada bebê tem seu tempo


O mais importante é lembrar que o desenvolvimento não deve ser apressado.

Forçar o bebê a sentar, ficar em pé, engatinhar ou andar antes da hora não acelera o processo. Pelo contrário, pode atrapalhar a organização do corpo e dos movimentos.


O melhor estímulo para o bebê é aquele que respeita sua fase, oferece segurança e permite que ele descubra o mundo com liberdade, movimento e afeto.


TEXTO INSPIRADO NO VÍDEO DA DRA. PAULA ALVES GONÇALVES, PEDIATRA DO HOSPITAL ALBERT EINSTEIN.

 
 
 

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