Quando um dente permanente não consegue nascer sozinho… 🦷
- Equipe Dra. Eliane Garcia

- há 11 minutos
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Esse é o segundo molar permanente superior esquerdo, o dente 17. Ele estava em uma posição de impacção, ou seja, preso em uma posição que dificultava sua erupção completa na boca.
E por que precisamos intervir?

Porque não estamos falando apenas de um dente que “está demorando para nascer”. Quando um molar permanente permanece parcialmente erupcionado e mal posicionado, aquela região pode se tornar muito difícil de higienizar. A escova não consegue alcançar adequadamente todas as superfícies, favorecendo acúmulo de biofilme, inflamação gengival e até o desenvolvimento de cárie. (PubMed Central (PMC))
Além disso, esse é um dente permanente que fará parte da mastigação e do encaixe da mordida pelo resto da vida. Se ele não consegue ocupar corretamente seu espaço na arcada, pode prejudicar o contato entre os dentes posteriores e contribuir para um desequilíbrio da oclusão.
Por isso, neste caso, realizamos uma mecânica ortodôntica de distalização.
Traduzindo para os pais: utilizamos um aparelho para movimentar esse molar para trás, direcionando-o para uma posição mais adequada e criando condições para que ele consiga completar sua erupção. A movimentação ortodôntica é uma das estratégias utilizadas no manejo de segundos molares permanentes impactados. (PubMed)
✨ O objetivo não é simplesmente “alinhar um dente”.
É desimpedir o caminho, permitir que esse molar permanente erupcione, facilitar a higienização e favorecer uma colusão mais funcional e estável.
Por isso, acompanhar a erupção dos dentes permanentes durante o crescimento é tão importante. Às vezes, o dente ainda nem apareceu completamente na boca, mas já existe uma alteração que precisa ser conduzida no momento certo.
🦷 Nem sempre esperar o dente nascer é a melhor conduta. Em alguns casos, precisamos ajudá-lo a encontrar o caminho.






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